Dr. Adriano Peduti
 





Mamoplastia de aumento (próteses mamárias)

As mamas após a puberdade são rígidas devido à quantidade de glândula presente. Com o passar do tempo há uma diminuição do tecido glandular, aumento da gordura e tendência à queda. A gravidez é um importante fator na aceleração deste processo.

A mamoplastia de aumento tem como objetivo reverter este quadro, melhorando sua consistência e forma, através da inclusão de próteses. É também indicada para correção de assimetrias ou, simplesmente, para mulheres que não estão satisfeitas com o pequeno volume de suas mamas.

Esta talvez seja a cirurgia que traz mais satisfação às mulheres, oferecendo resultados espetaculares que muitas vezes chegam até mesmo a transformar a vida destas pessoas. Você deve conversar com seu cirurgião sobre o tamanho de mama que deseja e chegar a um consenso sobre o volume e formato da prótese a ser utilizada.

Atualmente também utilizamos as próteses nas mamoplastias redutoras, principalmente nos casos com flacidez de pele, pois os resultados tardios são melhores.

Podemos utilizar próteses de silicone texturizadas ou com cobertura de poliuretano. Os formatos podem ser redondos, cônicos ou anatômicos, com perfis moderados, altos ou extra altos.

A mama operada passará por três períodos evolutivos:

A) Primeiro período: Vai até o 30º dia. Neste período, apesar das mamas se apresentarem com aspecto bastante melhorado, sua forma e volume ainda estão abaixo do resultado planejado.

B) Segundo período: Vai do 30º dia até o 3º mês. Neste período, a mama começa a apresentar uma evolução que tende à forma definitiva. É característica deste período um maior ou menor grau de “inchaço” das mamas; além disso, a cicatriz encontra-se em plena fase de transição. Apesar da euforia da maioria das pacientes, já neste período, costumamos dizer às mesmas que seu resultado ficará melhor ainda.

C) Terceiro período: Vai do 3º até o 12º mês. É o período em que a mama atinge seu aspecto definitivo (forma, consistência, volume, sensibilidade, etc.). Tem grande importância no resultado final, o grau de elasticidade da pele das mamas, bem como o volume da prótese introduzida. O equilíbrio entre ambos varia de caso para caso.

Anestesia: anestesia peridural, local com sedação feita por anestesista ou geral.

Duração da cirurgia: 1 a 2 horas.

Permanência no hospital: 06 a 12 horas.

Cicatriz: Geralmente as cicatrizes desta cirurgia ficam bastante disfarçadas. Pode-se posicionadas no sulco formado entre a mama e o tórax, na área da aréola, e até mesmo na axila. O local da cicatriz deve ser discutido com o cirurgião, pois existem limitações técnicas que, dependendo de seu tipo de mama, impedem uma ou outra solução.

Axilar: A cicatriz fica escondida na axila. Trata-se de uma alternativa se o objetivo principal é evitar cicatrizes na mama. Porém, esta abordagem pode ser considerada a mais difícil em termos da criação de uma loja de tamanho adequado, posicionamento preciso do implante e controle de eventuais sangramentos. Portanto sua indicação é restrita e deve ser discutida durante a consulta pré operatória.

Areolar: A incisão fica dentro da aréola, contornando sua metade inferior ou superior, o que costuma deixar a cicatriz bem discreta. Esta via é reservada apenas para pacientes com aréolas maiores, com pelo menos 3 a 4cm de diâmetro e/ou para próteses pequenas.

Sulco infra-mamário: A cicatriz fica posicionada no sulco abaixo das mamas. De modo geral é a via mais utilizada. Tem a vantagem do descolamento não passar pelo tecido mamário. É mais rápida, porém é a que requer maior atenção e cuidado em relação a qualidade da cicatriz, que geralmente não ultrapassa 4,0 a 5,0 cm de extensão.

Plano de Colocação das Próteses: As próteses podem ser colocadas acima ou abaixo do músculo peitoral. A via abaixo do músculo, chamada de via submuscular, é reservada geralmente para aquelas pacientes com pouquíssimo ou quase nenhum tecido mamário, pois tendo pouco tecido para cobrí-las, as mesmas podem ficar evidentes e com contornos nítidos dando aquele aspecto “característico de prótese”.

RECOMENDAÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS:

1) Comunicar-se até 2 dias antes da cirurgia, em caso de gripe, indisposição ou qualquer alteração do estado de saúde;

2) Jejum pré operatório de 8 hs. Evitar bebidas alcoólicas ou refeições muito fartas, na véspera da cirurgia;

3) Parar de fumar no mínimo 15 dias antes da cirurgia;

4) Evitar chá de Picão, Arnica, Ginkgobiloba, Castanha da Índia, Cápsulas de Alho e qualquer medicamento que contenha AAS (ácido acetilsalicílico) 10 dias antes da cirurgia, pois poderão interferir no processo de coagulação. Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer, que eventualmente esteja fazendo uso, por um período de 30 dias antes do ato cirúrgico. Isto inclui também certos diuréticos;

5) Programar suas atividades profissionais, sociais ou domésticas para não se tornar indispensável a terceiros, por um período de 3 dias;

6) Tomar banho no dia da cirurgia com sabonete bactericida. Não passar cremes ou óleos na pele. Chegar no hospital 30 minutos antes do horário da cirurgia. Levar roupas fáceis de vestir, de preferência uma blusa de abotoar. O (a) acompanhante é de extrema importância;

7) Não se esqueça de trazer o soutien cirúrgico pois será colocado imediatamente após terminada a cirurgia.

RECOMENDAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS:

1) Evitar esforços por 15 dias, sobretudo nas primeiras 72 hs, incluindo elevação dos braços acima da altura dos ombros. Atividades físicas relativas aos membros inferiores, poderão ser reiniciados após 15 dias, evitando-se alto impacto. Exercícios que envolvam o tórax, somente após 30 a 45 dias;

2) Alimente-se saudavelmente, principalmente à base de proteínas (carnes, ovos e laticínios) e vitaminas (frutas) e hidrate-se bastante. Dietas nesta fase podem ser prejudiciais;

3) Banho será liberado no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia. O primeiro banho deve ser morno a frio (evitar água quente sobre as mamas nos primeiros 3 dias) e com um banco sempre por perto. Tonteiras podem ocorrer, mas passam com 1 a 2 dias. Quando isso acontecer, deite e posicione as pernas em um nível mais elevado que a cabeça e logo vai melhorar. Retire o curativo no primeiro banho e lave a cicatriz cirúrgica com água e sabonete. Cubra a cicatriz com absorvente fino (sem fixá-lo) e coloque o soutien cirúrgico;

4) Os curativos devem ser trocados a cada banho;

5) O primeiro retorno será feito no dia seguinte à cirurgia;

6) A retirada de pontos normalmente não dói e não sangra e é feita após 15 dias;

7) Proteger a cicatriz de exposição solar direta por 6 meses;

8) Não se preocupe com as formas intermediárias nas diversas fases. Tire com seu cirurgião, e somente com ele, quaisquer dúvidas;

9) Poderá ocorrer eliminação de certa quantidade de líquido amarelado ou sanguinolento, por um ou mais pontos da cicatriz. Não se preocupe, pois isto não significa complicação;

10) O soutien cirúrgico deverá ser usada por 30 dias;

11) Massagem nas mamas será feita somente se recomendada pelo cirurgião, pois dependendo do tipo de prótese (poliuretano) é contra-indicada;

12) Tenha paciência, pois por mais rápida e eficiente que tenha sido a intervenção, você deverá estar preparada para encarar certo edema (inchaço) pós-cirúrgico, assim como algum desconforto físico. Entre duas a três semanas, normalmente o inchaço e o desconforto já terão diminuído;

13) Resultados definitivos: A cicatriz costuma ficar avermelhada por alguns meses, tendendo a clarear entre 6 meses e um ano, dependendo do tipo de pele e genética da paciente. Portanto, o resultado definitivo é atingido, no mínimo, após 6 meses da cirurgia, período necessário para a acomodação dos tecidos e completa cicatrização;

14) Provavelmente você estará se sentindo tão bem, a ponto de esquecer-se que foi operada recentemente. Cuidado! Esta euforia poderá levá-la a um esforço inoportuno e consequentes transtornos.

IMPORTANTE: As informações contidas neste site são somente de caráter geral com o objetivo de divulgar conhecimentos na especialidade de Cirurgia Plástica. Estas informações não tem a pretensão de substituir etapas do tratamento médico ou indicar qualquer tipo de cirurgia. Você deve sempre procurar um médico adequadamente treinado para realizar os procedimentos mencionados neste site ou em qualquer outro na Internet.


Opções de Atendimento Saiba Mais
1. O que é silicone?
O silicone ou dimetilpolisolixano é produzido como elastômero de silicone, gel de silicone ou óleo de silicone. No ramo médico, o silicone é utilizado em uma variedade de produtos, como: sondas, catéteres, ponteiras para agulha de perfuração e marca-passos. No campo de cirurgias de tecido mole, os implantes são usados em correções do contorno corporal.

2. Há risco de rejeição à prótese?
Não. A rejeição envolve a formação de anticorpos, algo que não acontece com um material inerte como o silicone.

3. Implantes de silicone oferecem risco à saúde?
Já está cientificamente comprovado que o silicone é, até hoje, o melhor material para a fabricação de produtos implantáveis, servindo não só para fins estéticos, como para a reconstrução de várias partes do corpo.

4. O gel de silicone pode vazar?
Em comparação com os implantes de primeiras gerações, apenas traços insignificantes de gel podem ser encontrados no tecido capsular. Isto devido à comprovada qualidade tanto das membranas dos implantes quanto do gel de preenchimento, que é altamente coesivo e de baixa transudação.

5. O que é coesividade?
Coesividade é a propriedade que as moléculas do gel de silicone têm de manter-se ligadas, não permitindo que o gel escorra, caso o implante se rompa. Um erro comum é confundir dureza com coesividade. Um gel para ser coeso não necessita ser duro.

6. A segurança dos implantes está garantida?
Sim. Há mais de 30 anos, a segurança e a confiança nos implantes de silicone têm sido continuamente garantidas em estudos e experiências. Órgãos fiscalizadores nacionais e internacionais estipulam exigências claras para a fabricação dos implantes. Os implantes estão sempre passando por melhorias. A cooperação entre pacientes, médicos e fabricantes permitiram adaptações constantes até chegarmos ao conhecimento científico e tecnológico que temos hoje.

7. Existe mais de um tipo de implante de mama?
Sim. Os implantes podem ser apresentados em diversas formas e revestimentos para atender às necessidades do cirurgião e de suas pacientes. Os implantes possuem superfície lisa, texturizada ou revestida de poliuretano. Podem ser redondos, cônicos ou anatômicos e também variam quanto ao perfil.

08. Posso decidir sobre o tamanho do implante que desejo usar?
Ao escolher um implante mamário, existem vários fatores a se considerar além do seu tamanho. Estes fatores incluem o contorno desejado, a largura pré-operatória da mama, o volume, a projeção, a largura do tórax e seu biotipo. O cirurgião, após uma avaliação criteriosa, poderá indicar o tipo de prótese que irá proporcionar os melhores resultados.

09. A prótese de silicone pode aumentar as estrias?
Sim, com o aumento abrupto das mamas, as estrias pré-existentes podem se tornar mais salientes. Contudo, quando o cirurgião respeita as proporções da mama, o tipo de pele e o volume do implante, os riscos se tornam menores.

10. Haverá algum problema com a minha amamentação?
O implante não acarreta alterações na amamentação, pois este é colocado atrás da glândula mamária ou atrás do músculo. Contudo, é recomendado que a paciente espere aproximadamente um ano após o período de amamentação para realizar a cirurgia de aumento das mamas.

11. É possível detectar um tumor em mamas com implantes?
O especialista deve ser sempre alertado quanto ao uso de implantes. Caso o implante dificulte o diagnóstico da mamografia, o especialista pode utilizar uma manobra especial que, basicamente, empurra o implante para trás, deixando livre a glândula mamária. Outra técnica que se recomenda para as mulheres com implantes é a ecografia mamária, que também detecta pequenas lesões não palpáveis.

12. Dura para sempre?
Não. A estimativa de vida útil dos implantes modernos é de 15 a 20 anos. Passados 10 anos recomenda-se a realização de uma ressonância magnética de controle. Caso esteja tudo bem os implantes são mantidos e avaliados anualmente com exame físico e ultra som.

13. Com que freqüência após a cirurgia devo procurar meu médico para uma revisão?
Após os primeiros 12 meses, período no qual são feitos vários retornos, o seguimento é anual.

14. O que é a Ficha de Registro de Paciente?
Com o objetivo de oferecer ainda mais segurança, existe uma Ficha de Registro de Paciente, onde o cirurgião ou sua equipe coloca as etiquetas com os números de série, referência e volume dos implantes utilizados em cada mama. É recomendado à paciente que carregue este cartão para qualquer eventualidade como, por exemplo, um exame de mamografia.

15. Qual o momento ideal para colocar uma prótese?
De modo geral, recomenda-se uma idade mínima de 17 ou 18 anos, quando a mama já está bem desenvolvida.

16. Silicone pode causar câncer ou outras doenças?
No início, especialistas especularam se as próteses poderiam aumentar o risco de tumores. No entanto, diversos estudos não confirmaram essa suspeita. Um deles, feito em 2000 pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, acompanhou mais de 13 mil mulheres e concluiu que a prótese não estava relacionada nem ao aumento do risco de tumores nem ao atraso no diagnóstico.

17. O que é contratura da cápsula?
Quando a prótese é colocada, o organismo desenvolve uma espécie de cápsula de cicatriz para isolar o que é considerado um corpo estranho. Trata-se de uma reação normal. Mas, em alguns casos, essa cápsula fica excessivamente dura, o que causa dor e pode alterar o formato da mama. Não se trata de rejeição e não se sabe exatamente por que algumas mulheres têm essa reação. Mas, quando isso acontece, é preciso fazer uma nova cirurgia para corrigir o problema e trocar a prótese.

18. Como é a operação para troca da prótese?
Quando feita no momento certo, costuma ser mais simples e mais rápida do que a primeira cirurgia.

19. Há risco de rejeição à prótese?
Não. A rejeição envolve a formação de anticorpos, algo que não acontece com um material inerte como o silicone.

IMPORTANTE: As informações contidas neste site são somente de caráter geral com o objetivo de divulgar conhecimentos na especialidade de Cirurgia Plástica. Estas informações não tem a pretensão de substituir etapas do tratamento médico ou indicar qualquer tipo de cirurgia. Você deve sempre procurar um médico adequadamente treinado para realizar os procedimentos mencionados neste site ou em qualquer outro na Internet.




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